O Brasil tem jeito? A crítica situação gaúcha faz bater a descrença...

28/09/2015 às 05:52
Será que o Brasil tem jeito? Assim como você e a maioria dos brasileiros, sempre acreditei que sim. Mas confesso que ultimamente ando meio desanimado. Isso me aconteceu porque tenho andado pelo Rio Grande do Sul – Estado onde nasci e me criei – e vendo a crítica situação gaúcha, junto com a nostalgia, me bateu certa descrença.
Como pode ter acontecido isso ao Rio Grande do Sul, um dos estados mais civilizados do país? Desculpe caro leitor a falta de modéstia, mas considero o povo gaúcho o mais politizado do Brasil e por isso o Rio Grande nunca deveria estar nessa situação. Também não entendo por que eles elegeram governadores tão incompetentes.
O atual governador, Ivo Sartori, não consegue sequer pagar em dia o salário dos funcionários públicos do seu governo. Precisou parcelar o pagamento em três vezes. A culpa não é dele, mas dos governos anteriores que não criaram nenhuma solução para equilibrar as contas do Estado. Tarso Genro o último governador além de não ter apresentado nenhuma solução cobriu seus déficits de caixa apropriando-se de 5,4 bilhões dos depósitos judiciais. 
Aliás, o uso dos depósitos judiciais não foi iniciado na administração do Tarso, começou no governo de Germano Rigotto que sacou 1,4 bilhão para pagar seus furos no Caixa. Sua sucessora, Yeda Crusius, também botou a mão – mas bem mais moderadamente – usou 615 milhões. Porém foi Tarso Genro quem mais abocanhou o dinheiro dos outros. Digo outros porque essa grana nem é do Poder Judiciário; pertence àqueles que foram obrigados a depositar dinheiro numa ação judicial.
Esses depósitos judiciais que a Justiça dos gaúchos manda os litigantes recolher somam mais de 9,5 bilhões. Agora, além do Governo do Estado não ter dinheiro pra bancar o salário de seus funcionários, ainda tem que encontrar um jeito pra pagar os quase 8 bilhões que retirou nos depósitos judiciais – parece brincadeira.
Foi esta a explicação que meus conterrâneos gaúchos deram pra justificar as estradas que não estão sendo consertadas – novas, então, nem pensar. Serviços essenciais como saúde, segurança e educação estão sendo suportados (e não usufruídos) por aquele povo bem politizado, mas que está começando a perder a paciência – vi isso através de algumas greves.
Mas nem tudo o que vi no Rio Grande do Sul foi triste. Vi gente alegre, animada e explico por que: Uma festa de família, o 3º Encontro da Família Guerra.
Foi na pequena cidade de Nova Alvorada, um dos novos municípios que se originou do lendário município de Soledade – terra natal da maioria dos membros dessa Família que carregam o sobrenome GUERRA. Foi naquele Encontro que revi mais de 400 festejados parentes naquela alegre comemoração.
Dos três encontros esse foi o mais bem organizado e tudo graças ao bom trabalho de duas abnegadas, Saletti e Giovana Guerra que conseguiram catalogar o ramo familiar desde nossos primeiros genitores e apresentá-lo transcrito numa revista que cada um dos presentes gentilmente recebeu. 
Até CD foi entregue aos encontristas com uma bela música numa ODE à família Guerra. Emocionou a todos a Letra e música elaboradas e cantada por um dos descendentes, Paulo Guerra – um verdadeiro artista. Encerro o comentário sobre este 3° Encontro repetindo o que ouvi de um primo: “Isso tudo mexeu comigo”.
Voltei alegre pelo encontro com meus parentes, mas continuo desanimado porque assim como vem acontecendo no governo federal, governadores gaúchos também não tiveram até hoje competência para equilibrar as contas em suas administrações.
Waldir Guerra
Membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal. (wguerra@terra.com.br)      


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