Betina diz que não tem condições financeiras, mas juiz indefere liminar para compra de remédio

07/12/2015 às 06:53
Ré em inúmeras ações por improbidade administrativa e corrupção, face ao seu envolvimento no 'Escândalo do Hospital do Câncer', quando uma organização criminosa, composta por políticos, médicos e empresários, transformou esta terrível doença numa verdadeira fonte de enriquecimento ilícito, a ex-administradora do Hospital do Câncer de Campo Grande, Betina Siufi, entrou na Justiça contra a prefeitura e o governo do estado para garantir um medicamento que não é registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para tratamento de câncer no pulmão. Ela alega que não tem condições financeiras para custear o medicamento importado Afatinib, cujo custo mensal é de R$ 30 mil. 
Betina foi indiciada por desviar recursos públicos entre 2004 e 2012 que somam R$ 27 milhões.
O juiz substituto Alexandre Tsuyoshi Ito, da 3ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos, indeferiu o pedido de liminar. 
Na decisão, o magistrado considerou que “o câncer de pulmão tem tratamento oferecido pelo SUS nas unidades cadastradas de alta complexidade em Oncologia". O laudo apresentado na fase preliminar não foi suficiente para convencer o juiz de que todos os medicamentos oferecidos pela rede pública são ineficazes para o caso de Betina.
Betina foi flagrada em gravações interceptadas pela Polícia Federal, negando a pessoas acometidas pelo câncer, remédios necessários ao tratamento, por considerá-los de preço elevado. Vale lembrar que tais remédios seriam pagos pelo SUS e poderiam prolongar ou até mesmo salvar a vida de pacientes.

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