De olho na próxima eleição

Realmente não está assim tão difícil para entender por que milhões de eleitores foram enganados ao votarem na última eleição para presidente. Afinal, agora mesmo ainda existem por aí, Brasil a fora, muitos que continuam iludidos com o que este governo faz – se é que ainda dá para classificar a atual administração federal como governo.

Escândalos que se sobrepõem a cada semana e, acentue-se, não criados por uma “imprensa elitista”, como costumam afirmar dirigentes do PT, partido que comanda o governo, mas mostrados pela própria Justiça, através da Operação Lava Jato, têm revoltado a maioria do povo brasileiro, apesar de o governo continuar afirmando que age no interesse do povo.

É o caso da Petrobras, por exemplo, uma empresa de capital aberto onde o acionista majoritário é o governo brasileiro; que incentivou milhares de brasileiros a se tornarem seus acionistas permitindo o uso do FGTS para compra de ações. Era uma das maiores empresas no mundo na exploração do petróleo, mas nos treze anos de administração petista foi reduzida a 5% do seu valor – isso sem considerar as indenizações futuras nos processos judiciais nas Cortes internacionais.

Agora, prevendo a incapacidade financeira da Petrobras para prosseguir explorando a extração do petróleo no Pré-Sal brasileiro, o Congresso Nacional aprovou, num primeiro passo, uma nova Lei que desobriga a Petrobras de investir um mínimo de 30% em todas as áreas de exploração do Pré-Sal. Bastou isso para que o partido governista se declarasse contrário (tipo assim ó: esse angu é meu e ninguém tasca!).

Seria bom que os lulopetistas que abusaram e se “lambuzaram” com os recursos da Petrobras fossem todos punidos. Seria bom que, na atual situação financeira da Petrobras, não somente os partidos de esquerda, mas todos os brasileiros sejam contrários à sua privatização. Melhor explicando: nada de privatizar os ativos da Petrobras e o Tesouro Nacional cobrir o passivo criado nas administrações petistas.

Outra questão ainda maior que a da Petrobras: o rombo da Previdência. No ano passado (2015) o rombo da Previdência no Orçamento da União foi de R$158 bilhões e as estimativas são de que em dez anos deixarão o país inviabilizado assim como ficou a Grécia perante a Europa. Aqui, com certeza, não teremos uma Alemanha para nos ajudar. Com urgência precisamos corrigir essa distorção.

A presidente Dilma vem dizendo que irá propor uma reforma na Previdência Social, mas ainda não apresentou proposta alguma nesse sentido porque seu partido (PT) é contra. Pior: ultimamente parece que seus congressistas estão preferindo até mesmo sair do partido que a apoiá-la votando a Reforma da Previdência.

Técnicos do governo da presidente Dilma afirmaram ainda nessa semana passada que “O governo não pode conviver com déficits crescentes e precisa dar respostas no curto prazo”. A presidente sabe disso, mas não irá fazer nada porque seu partido não irá apoiá-la.

Nada mais temos para esperar deste governo, então. Voltemos nossas esperanças nas futuras eleições. A começar com a próxima eleição para prefeito e vereadores. Se o povo finalmente estiver conscientizado de sua responsabilidade e votar em pessoas competentes e honestas será o indicativo que o Brasil tem jeito, sim.

Daí, com a primeira lição feita na casa, numa outra eleição elegeremos somente congressistas competentes e honestos e formaremos governos que nos devolverão o orgulho de sermos brasileiros.

Waldir Guerra

Membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal ([email protected])      

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Membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal. E-mail: [email protected]