Só Poesias: Nó Cego

Amo-te!... E nunca te vi Sinto-te!…E nunca te toquei Tenho saudades… … Do que nem vivi… Amo-te!....Como jamais amei!

12/03/2016 às 19:01
**NÓ CEGO**
Amo-te!... E nunca te vi
Sinto-te!…E nunca te toquei
Tenho saudades…
… Do que nem vivi…
Amo-te!...
Como jamais amei
A tua voz!…
Toca-me com carinho
Acaricia-me com ternura
Segreda-me!...
Bem baixinho…
…E beija-me com doçura
Atrais-me!
Há um ímã entre nós
Um laço…Um elo…Um nó
Um sentimento maior
Crescendo do interior…
Sou parte de ti!
Tu!...parte de mim
Sei que não estou só!
Somos um só Ser
A força que me sustenta…
…És o meu viver
E nunca te vi!...

Quando te poderei ver?
Sonho com esse momento
Surpresa…Emoção…
Conhecimento…
Um querer que aumenta…
Um desejo…Sim!
De entrega… E doação

Dar!...Dar!
Sem esperar retribuição
Desfrutar…
Entregar o coração
Ser tua morada
Tua casa teu castelo
Fortaleza intransponível
Sentir-me amada…
…Sentimento tão belo
Visível no olhar…
…E possível!
Quero-te de verdade
Somos galhos da mesma raiz
Fio do mesmo novelo
Filhos a mesma matriz
Gémeos de coração…
…E com sinceridade
Digo-te:
-Estou feliz!
*Conceição Carraça*

**SILÊNCIOS**
Faltam-me as palavras
Para me expressar
Um novo vocabulário
Preciso inventar
Novos sons!
Novos sinais!
Sentidos num olhar
Sentimentos profundos
Silenciados e sofridos…
…Um verdadeiro calvário!

Queria eu ter dons
Queria eu saber mais
Descodificar sensações
Do interior profundo…
Do meu Eu…
Do meu mundo…
Lugar só meu
Sem partilhas, nem divisões
Sem críticas nem pudores
Sem leis nem opiniões
Eu!... E os meus valores

Sem palavras…
No silêncio protector
De instinto maternal
Puro e superior
Impenetrável!
Sobrenatural
Misterioso e sedutor…
Lugar de emoções
Contraditório…Inexplicável…
Da raiva!... Ao amor
*Conceição Carraça*

**Algo dentro de mim se quebrou,
se espatifou como frágeis cristais...**
Talvez a pureza, talvez a inocência,
talvez até a própria crença...
Só sei que algo se quebrou,
se partiu e se quedou
como cristais da ilusão
na barca da fé e gratidão...
Como baralho na mão
peguei os ases da fantasia
que me esconderam os curingas
do cristal espatifado...
Algo de dentro se partiu
na sincronia alucinada
de uma voz que parou de gritar...
Frágeis cristais do coração
que se espalharam na ventania...
Algo se quebrou dentro de mim,
nas entranhas dos poros
que suaram o sangue da redenção...
Cacos espalhados pelo ar 
rarefeito da vida que corre
e galopa de encontro ao abismo
da verdade exterior ao que sou...
Algo se quedou...
Na fúria insana do desamor
permeando como a rede
que se balança no ar
o estupro da esperança...
Morrer para renascer
assim como a fênix
na liberdade do voo
de alcançar os céus...
Algo se quebrou
e com asas endurecidas
sobrevoo os castelos
que um dia de areia foram...
Asas partidas da dor
que se tornaram paradigmas
da tristeza do que se espatifou...
Algo se partiu em mim...
E hoje ergo um brinde
em nome da mágoa e do ressentimento...
Bebidas amargas!
Algo se espatifou em mim...
*carlatorrini*

**ELAS....**
Tenho muitas mulheres em mim
que habitam o meu ser...
Todas são eternas...soberanas
encantadoras...tentadoras
fortes pois arriscam-se a viver a
vida perigosamente frágeis

Porque choram a cada desilusão
doces pois sempre dispostas a
dar carinho e afeto
rebeldes...porque gritam ao mundo
quando feridas de morte!

Filhas do Sagrado têm cheiro de mato...
perfume de flores e ervas...
selvagens...apaixonadas...radiantes
exuberantes....enamoradas pela vida
e pelas noites misteriosas!

Elas acreditam na Fé...
que suscitam a alma e tem a
emoção de gigantes
e que acreditam na eternidade...

...feras vencidas pelo amor
loucas
poetas
que deliram com o amor e a fantasia
o sofrimento
agitou seus sentimentos e foi
o seu último amante...
Todas as mulheres mergulhadas em mim decidiram
fazerem dos sonhos realidade...
*celina vasques*

**Vida**
E ela dizia que era só respirar...
Tratar de ter fôlego para não sufocar.
Abrir a boca
sorrir
e andar sempre em frente
folheando vida todos os dias.
Podia ter acreditado e ficado só à janela
a ver o rio passar.
Sentir o vento lamber a minha cara
e despir o meu corpo.
Podia ter ficado no mar como um barco à deriva
sem saber onde ir e o que esperar em cada tempestade.
Mas o problema....
É que existem
as flores
as cores
as lágrimas
o sol e a lua.
Existe um campo de trigo de gente que chora
ri que abre e fecha os olhos em cada olhar...
Se eu soubesse..,
Dormia!
Sonhava todo o dia e de noite acordava!
Porque não me disseram que ter vida
é força
é sangue e fogo e é água doce e salgada.
Porque ter vida
é afogar cada maré e que toda ela e só para ela
é preciso ser-se louco
ou então muita coragem.
*Maria Morais de Sa*

**Fada e doce enigma**
Hoje me sinto estranho, vazio nem sei o porque
Creio que eu estou sentindo falta de você
Nada mais sei de ti, onde está, como está,
se também sente falta de mim.
Eu sinto uma imensa falta de ti, dos carinhos diários,
das nossas brincadeiras
do teu jeitinho faceiro de me fazer sorrir
mesmo eu estando triste em dias cinzentos.
Fada, bruxinha e doce enigma que de mansinho
ganha a gente e leva pro teu coração, ao mesmo tempo
com esta tua magia me fez te gostar.
Cadê você menina mulher que fazia meus dias melhores
os colorindo com tintas mágicas de ternura e doçura
irradiando alegria por todos os poros.
Onde você está?!
Apareça mais uma vez, nem que seja apenas uma vez
vem me fazer sorrir, vem!
*_Joe Luigi_*

**À bela menina**
Poucas vezes
Observei uma graciosa
Menina se debruçar em seus olhos
E sorrir pra mim
Poucas vezes...

Você, tão séria
Acho que se esqueceu
Dessa menina
Em algum lugar profundo
Do seu coração
Pode até ter se perdido
Dessa delicada menina
Mas ela ainda está em você
E é linda

Os seus olhos brilham diferente
Quando ela se aproxima
Não te digo nada
Apenas observo atento

Gostaria de ver o sorriso dessa menina
Com mais frequência nos seus olhos
Gostaria que você emprestasse
O seu coração a ela mais vezes
Quem sabe ela pudesse um dia
Ser livre em você
E poder sorrir também em seus lábios

Poucas vezes vi a bela menina
Em seus olhos...
*Juarez Florintino Dias Filho*

**Palavras ao vento com pesar**
Disseste-me em conversa há tempos atrás
que eu ainda não sabia bem o que era amar,
que só paixão é nefasta e fácil de acabar

Digo-te que amar é ter…um coração capaz
não só de saber amar, mas também de perdoar
que bate e sente com alma e todo o fervor

É um afecto claro que mantém o dia iluminado
como alimento para um dia mais enevoado
Amor é uma palavra fácil de usar com veleidade

Mas saber amar é sentir um corpo e uma alma,
como uma metade íntegra de nós com verdade

É uma chama acesa, que brilhante permanece
resguardada de ventos e torrentes que a oscilem
façam tremer de frio e desamparada tombar

É proteger, amparar, defender e acarinhar
e nos maus momentos não a deixar definhar

Se nenhum destes sentimentos sabes preservar,
confesso que amei em vão rendida por uma ilusão,
na realidade foste tu, quem nunca soube amar!
*Catarina Pinto Bastos*

**O som do silêncio da minha voz “Parte 5”**
Leia-me nesses versos, una os versos sem cor,
E encontrará resplendor em busca de amor.

Pois eu disse,
Não estou calado mesmo quando me calo,
Pois o pensamento voa,
Cria asas, busca um ninho,

Por isso, minha amada poesia,
Que hoje o silêncio seja ouvido,
Consolado...

... porque sou criança,
E, às vezes, tenho medo.

Medo de não ser perfeito,
De procurar e não encontrar,
De sentir e não ser amado.

O tempo passou por mim, e disse:

Até quando verei você chorar sem poder fazer nada?
Use o dom que tens, e faça dos versos uma carta.

-Use as palavras,
Pois sou irmão do vento,
E verá o milagre acontecer,
E quando escrever,

Creia que nosso Deus sonha por você.

Por isso olhei meu barquinho partindo,
E gritei, sorrindo:
Não demore pra voltar,
Pois meu coração quer amar.

E meu barquinho não é feito de ouro,
Mas sim de simples palavras que entreguei ao tempo,

Pois existe um tempo para todas as coisas.
*Anderson Gouvêa*

**UMA BATALHA EM MIM**
Fui tantas vezes ela...
Que de mim me perdi. Corrompi meus olhos na tentativa de não precisar encarar aquilo que me negava existir. Passei a ser mais livre do que jamais fui, ousei como nunca houvera ousado dantes... E de
alguma forma tornei-me de mim mais distante.

Fui tantas vezes ela...
Que me tornei horizonte. Ao longe vejo apenas um longo e antigo rastro de mim. Ultrapassei fronteiras, derrubei muralhas, e as cicatrizes de antigas batalhas deixaram eternas lembranças de um passado
que sempre estará presente... tão meu somente.

Fui tantas vezes ela...
Que veio a tona o melhor de mim. Mergulhei fundo em meu desconhecido, encarei os gritos e gemidos, e o medo que tentava minha lucidez destruir. Quebrei regras e promessas, e corri como quem tem
pressa de aprender a viver... Exasperada pela angústia de ser o que o mundo me obrigava a ser.

Fui tantas vezes ela...
Que destruí todos os conceitos, aprendi a me aceitar com a visão dos meus próprios defeitos, e assim descobri quantas vezes deixei de ser eu. E após essa longa batalha entre o que fui e o que hoje sou,
apesar daquela parte de mim que se perdeu... Uma mulher mais forte, renascida de uma guerra só sua, sobreviveu.

E nesse equilíbrio que busquei entre razão e emoção, libertei as correntes do meu coração, e minh ‘alma de minha própria cela...

Mas tudo porque antes, fui tantas vezes ela.
*Gil Façanha*

**O voo é necessário, aonde voar é uma escolha,
minhas asas sabem onde meu coração quer ir...**
*Dina Isserlin*

*MUNDO DA POESIA*
BLOG MARIA CATHERINE RABELLO

TODAS  AS EDIÇÕES:
http://www.jornaldacidadeonline.com.br/blogs/17/maria-catherine-rabello
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