A terra se abriu e o inferno iluminou as diferenças das classes sociais

Carta aos Brasileiros. O diabo depois que compra a alma exige mais do que o combinado

Não parece mais duvidosa a questão do modelo de governo que o PT impôs ao Estado Brasileiro.

Com a divulgação do mérito das investigações promovidas pelo Ministério Público Federal e sob a presidência do julgador natural juiz Sérgio Moro, fica evidente que Lula, mesmo fora do governo, influía decisivamente nas ações da Presidente em exercício.

O que se revela são comportamentos antirrepublicanos, especialmente, da Presidente e de Lula. Não resta dúvida de que tais precisam cessar. O impeachment seria o mínimo agora; melhor seria se Dilma renunciasse e Lula voltasse para o seu reduto. Mas isso eles não farão, não é verdade?

Não é mais possível admitir calados tantos desmandos deste governo.

A cada dia fica mais claro que nossa governante não se pauta pela ética e moral republicanas. Ademais, lendo com atenção algumas das degravações identifica-se claramente como Lula exigia mais rigor de seus correligionários e dos agentes públicos, diretamente ou por interpostas pessoas. Queria combates firmes nas casas legislativas, as quais denominou “acovardadas”.

Onde está o problema nisso?

Não é no direito e na obrigação dos parlamentares lutarem em defesa dos interesses e propósitos lícitos do programa do partido e do governo, não! O problema está na verdadeira intenção de desidratar os argumentos contrários a qualquer custo; isso não é democrático. Isso não presta ao consenso. Isso provoca dissenso e ódio que acaba refletindo na sociedade, que passa para o campo da intolerância desmesurada. Quantos não vimos esbofetearem-se nas ruas nestas últimas quarenta e oito horas?

Nada disso serve ao país que quer a igualdade.

O mais lamentável é que, num modelo de Estado Democrático de Direito o que se espera é a convivência pacífica entre pessoas com pensamentos, ideias e ideologias diferentes, mas com comportamento igual, que se traduz pela tolerância e o respeito mútuos. Entretanto, o que se vê são movimentos sociais que, ao escolher um lado, passam a atacar o lado contrário. Tal fato nos levará inexoravelmente ao risco de sermos hostilizados em qualquer lugar ou hora só por usarmos uma camisa vermelha ou um boné verde-amarelo. Será essa a sociedade que queremos construir? Será que decidir levar o seu animal de estimação para passear implicará num risco? Já não basta a violência dos bandidos e assassinos que nos agridem e as nossas famílias que estão soltos pelas cidades deste país continental?

A grande mentira do Partido dos Trabalhadores é esta: nunca, jamais buscaram unificar a sociedade brasileira de modo a formar uma Nação – no significado lato sensu da palavra – ao contrário, faz mais de treze anos que pregam o discurso que enaltece o “nós contra eles”.

E a roubalheira?

Eu sei, dirão, não começou agora. Concordo. Mas é inolvidável de que sabiam e participavam dos meios e modos ilícitos de ser e fazer política em proveito próprio e nunca fizeram nada para cessar. Pergunto, pois: onde foi parar a “Carta aos Brasileiros”?

Não há nenhuma vestal nem no PT nem noutros partidos. A política brasileira é a senhora viciada em atos primitivos e anticivilizatórios enraizados neste continente. Salvo exceções, a classe política brasileira é a semeadora das diferenças porque as endossa em troca de benesses igualmente aintirrepublicanas. É ela que abre as portas do inferno e faz pacto com o diabo. É nela que residem as mais mesquinhas e inconfessáveis vontades.

Lamentável.

JM Almeida

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JM Almeida

João Maurino Sernaglia  Almeida Filho

Bacharel em Ciências Econômicas e Ciências Jurídicas

Professor liberal de Matemática Financeira Aplicada

Investigador da Filosofia

Investigador Criticista/Racionalista