A homossexualidade em debate

A homossexualidade, assim como a heterossexualidade, são maneiras distintas de tratar a relação. O que pesa aí, certamente, são as interpretações que partem originariamente da Bíblia, do Alcorão, do Pentateuco, enfim, a base moral da sexualidade é algo que não podemos contrariar.

Eu acredito que um homem e uma mulher se completam, e isto está revelado no Livro de Provérbios 30:18-19, que diz: “Há três coisas que são maravilhosas demais pra mim, sim, há quatro que não entendo; O caminho da águia no céu, O caminho da cobra na penha, O caminho do navio no meio do mar E o caminho do homem com uma donzela”.

O interessante é que ele é tão atual que a gente quase duvida que tenha sido escrito antes do chuveiro elétrico, do asfalto, da geladeira, do telefone, da sandália havaiana, da cueca e da Neosaldina pra cólica. Da pra imaginar?

Os três exemplos apresentados pelo sábio evocam elementos naturais que o homem não tem como dominá-los: o ar, o mar e as pedras. 

Até hoje o homem não consegue por meio da tecnologia dominar as correntes de ar para favorecer a lavoura. Não consegue também subjugar a força dos oceanos que eclodem muitas vezes, em tsunamis arrasadores. E nem as pedras que teimam em ceder deslizando nas encostas e provocando mortes, terremotos e tragédias sem fim. 

Há coisa mais misteriosa do que o sentimento que une um homem e uma mulher a ponto de tornarem-se cúmplices, amigos, parceiros, protetores e até mesmo não admitirem mais viver longe um do outro?

Não sou adepto de uma militância contra homossexuais, isto seria uma postura homofóbica e eu sinceramente, afirmo – não sou homofóbico, mas, compartilho do que a Palavra de Deus orienta diante dos mandamentos por Ele ofertados a todos nós.

Longe da postura legalista e deseducada, prefiro o diálogo, por entender que pessoas precisam de pessoas, e que o melhor que podemos ofertar àqueles que estão mergulhados em escolhas pessoais que causam conflito e ansiedade, certamente, é interceder diante de Deus por quem necessita de auxílio, ajuda e aceitação. 

Quero crer que no seio de uma sociedade onde a moral parece ter se tornada relativa é preciso ponderar e manter incólume, os valores da fé, e isto eu não negocio com ninguém, por crer que Deus ama o pecador, embora aborreça o pecado. 

Foi pensando assim que Cristo veio ao mundo para nos livrar da culpa e do poder do pecado. Quero afirmar que a ideia de pecado, ela abrange a tudo o que cometemos fora do alcance da vontade de Deus.

Sou plenamente a favor da não-violência, mas, considero que é preciso avançar na conscientização humana diante daqueles que são excluídos. Não sou adepto de "minorias" ou "maiorias", mas, entendo que é preciso parar de perseguir, ultrajar as pessoas, pelas escolhas, pela religião que professa. 

O ato de Omar Mateen,

um americano muçulmano de origem afegã, que resultou na morte de 50 pessoas, na boate Pulse, deixando 53 feridos, é apenas um dentre tantos praticados por aliados do Estado Islâmico, grupo que dissemina a ideologia do terror no mundo, especialmente contra cristãos, negros, nordestinos e homossexuais.

Na verdade, o fundamentalismo religioso é a maior praga que existe no mundo, não há como entender o ódio que culmina em atos de violência e tortura contra cristãos ou etnias, grupos, enfim, o que esta em evidencia, em discussão. 

Finalmente, desejo que, todos aqueles que vivem qualquer experiência que esteja divorciada dos padrões da Palavra de Deus, que pense e decida que o melhor lugar para estarmos é no centro da vontade de Deus, pois esta é boa, perfeita e agradável. Não é a escolha homossexual, mas a identidade das pessoas sobre o que pensam de suas decisões e como estas são tratadas.

Pio Barbosa Neto
Professor, escritor, poeta, roteirista

Pio Barbosa Neto

Articulista. Consultor legislativo da Assembleia Legislativa do Ceará