A maioria decide - céu ou inferno

A futura ex-Presidente, Dilma Rousseff, todos sabem, sempre foi um mero produto do PT e uma demonstração de força política de Lula, criada para dar continuidade ao projeto de perpetuação de poder do partido. Lula, brincando de ser “Deus”, achou que poderia eleger qualquer ‘poste’ que ele indicasse para a Presidência da República, graças a empatia do eleitorado para com ele. Funcionou por algum tempo, mas algo deu errado!

Sem nenhuma personalidade, a sensação é de que Dilma Rousseff nunca passou de um projeto. Era apenas o caminho a ser pavimentado para o retorno de Lula! Nem mesmo o fato de ter sido eleita para dois mandatos, não tirou dela o papel de ventrículo. Uma manipulação por trás das cortinas do Poder. Um conjunto de fatores foi minando a trajetória de Dilma em seus pouco mais de 5 anos de mandato. Seu desastre nos campos político e econômico, soma-se as incontáveis situações em que virou piada por seus discursos risíveis, sem nexo e sempre muito questionáveis quanto ao contexto do assunto tratado, contribuíram para sua rejeição entre o eleitorado e ‘aliados’.

Mas, não dá pra negar que mesmo com todos os problemas e despreparo da Presidente Dilma, ela conseguiu manter-se incólume enquanto desfrutava de uma base aliada numerosa e saciada em sua sede de poder, bancada pela distribuição generosa de ministérios, secretarias, estatais, autarquias, etc. Nesse cenário, tudo se explica! Nada é crime! Tudo é aprovado! A oposição grita, mas é esmagada pela maioria.

Com a tsunami que a Operação Lava Jato provocou, trouxe para o PT e seus “aliados” um mar de lama que fez tudo isso mudar! A Presidente Dilma tornou-se uma doente contagiosa e foi vendo aliados mui amigos lhe negarem um aperto de mãos, abandonando o barco de vez.  Num cenário catastrófico, criador e criatura se abraçaram numa tentativa desesperada de sobrevivência. Não de certo e já era tarde demais. A matemática já definia os rumos do jogo. Oposição em maior numero! Jogo perdido!

Se a matemática fosse outra e Dilma Rousseff tivesse a maioria nas duas casas: Câmara e Senado, esse crime de pedaladas fiscais seria sem dúvida nenhuma defensável. Embora seja crime! A gente sabe o quão frágil são os pontos de vistas de nossos políticos! Tudo depende das cartas na mesa. Mas no cenário atual, Jose Eduardo Cardozo, advogado de Dilma, pode se esgoelar o tanto que quiser, pelo resto do ano, com os argumentos que forem! Nada mais salva a futura ex-Presidente! Trata-se agora do cumprimento de mera formalidade do ritual de impeachment. Todo o resto, transformou-se em equação matemática, onde quem tem maioria decide o jogo!

Não defendo a permanência de Dilma, mas questiono sem dúvida, a integridade moral de seus acusadores. Quanto a isso pouco se pode fazer senão convocar novas eleições, haja vista, que muitos deles são acusados de crimes até mais graves e não faz muito tempo, eram cobras do mesmo ninho, mas picaram a mão de quem os agraciava com regalias e apenas mudaram de ninho. Esse é o Brasil!

Autenir Rodrigues de Lima

Jateí-MS