7 de Setembro - Independência do Brasil

Que Deus nos acuda!

Diante da inércia do povo, que padece de inanição de juízo e miséria de Justiça. Talvez entorpecido pelo constante bombardeio de situações de inversão de valores surreais, absurdas - que de tanto repetidas adquirem falso caráter "natural" - passam a ser aceitas e parecem torná-lo incapaz de se dar conta de que é diária e constantemente violentado, em seus direitos, nas suas finanças, na sua soberania.

Calado, vai seguindo sua vidinha, amando seu timinho, tocando seu barquinho. Entregando o ouro àqueles que não se envergonham de apoderar-se do que é seu, do que é meu, do que é nosso, para alimentar sua ambição desmedida e sem limites.

Esses tais, em nossa sociedade vesga e abilolada, posam nobremente seus cargos e títulos eméritos com orgulho, pompa e cerimônia.

Creem ser figuras importantes. Mas quem não se engana vê e sabe que não passam de porcos imundos lambuzados até o último fio de cabelo com o sacrifício, com sangue e com sofrimento da gente simples que os sustentam.

No "dia da independência do Brasil" só nos resta lamentar a condição de reféns em que nos encontramos, fazendo preces para que chegue logo o tempo em que a justiça seja feita.

João Henrique de Miranda Sá é cidadão brasileiro, contribuinte, escritor e redator

 

João Henrique de Miranda Sá

Jornalista, escritor e redator autônomo