O novo caminho para salvar o que restou da Petrobras

Os números apresentados pelo novo Plano de Investimentos da Petrobras, agora sob nova direção, indicam uma profunda inflexão nas estratégias até então escolhidas pelos governos petistas. 

O objetivo principal é o restabelecimento da saúde econômico financeira da empresa, reduzindo o seu endividamento e excessiva alavancagem. 

Para isso a principal proposição é a contenção dos investimentos, mantendo-os suficientes para evitar a queda da produção. Não mais a pretensão de transformar o Brasil numa potência petrolífera. 

É um nível de produção que fica na "margem de erro" da autossuficiência estatística. 

Por outro lado, a profunda contenção nos investimentos na área de refino, indica também o abandono do objetivo de processar todo o petróleo nacional, independendo da importação de derivados. 

O déficit da conta petróleo deverá continuar e será crescente com a retomada da economia. 

O terceiro ponto fundamental da estratégia é a concentração no seu "core business", a produção de petróleo, reduzindo ou abandonado atividades complementares. Está reduzindo a sua participação no transporte de produtos, principalmente nos gasodutos e se retirando da produção de biodiesel. 

Ainda não é uma nova Petrobras, mas o Plano de Negócio para o período 2017-2021 indica um novo caminho.

Jorge Hori