O jovem professor concursado, um produto pernicioso

Um dos produtos mais irritantes, perniciosos e infelizmente influentes da geração do concurso público são os jovens professores concursados.

Você chega em uma aula, o professor tem a sua idade. Se formou com 21, fez concurso público para ‘garantir a estabilidade’, nunca teve um emprego no mercado privado, nunca teve de pagar um salário e, aí, sai professando para os alunos sobre a necessidade da regulamentação da TI.

Nunca esteve no meio da concorrência, nem por cargos, nem por mão de obra, mas se acha habilitado a definir qual o valor do ‘salário justo’, a apontar a ‘exploração pelos empresários’, a ‘desvalorização da mão de obra especializada' e todo o tipo de delírio que desemboca no clamor por mais políticas estatizantes.

Não são os milhões de empregados e empregadores imersos no cotidiano e nas infinitas variáveis do mercado os mais capacitados a definir seus próprios salários e condições de trabalho, mas sim ele, o sugador... ops, digo, o servidor gabaritado.

Matheus Dal’Pizzol

Matheus Dal'Pizzol

Opiniões descompromissadas.