TCE

A busca constante por conforto e recompensa

As consequências práticas da limitação humana

A vida, bem como toda a Natureza, é permeada de mistérios.

Muitos de nós, ocupam-se cada vez mais da busca por respostas às questões essenciais as que nos afligem, por exemplo: “De onde vim?”, “Para onde vou?”, “Qual é meu papel aqui?”.

O fato é que somos extremamente limitados e incapazes de compreender questões de magnitude bem superior ao nosso merecimento e capacidade de assimilação, como a que questiona a existência de um “Deus”, sua forma, aspecto, origem, poder... e por aí vai.  Expor um de nós a tal resposta seria algo como tentar ensinar física quântica a um Neandertal.

Ocorre que também somos, todos nós, você e eu inclusive, muito pretenciosos, arrogantes, vaidosos e orgulhosos.

Acredito que nos aproximaríamos de modo efetivo de tais respostas se nos concentrássemos em questões da nossa estatura, que nos habitam, compõem e caracterizam. Cresceríamos muito mais no esforço pela conquista e compreensão do universo interior, do que na tentativa de colonizar planetas outros galáxia afora.

Infelizmente, muita gente busca em recursos externos, o efeito cuja causa é o conhecimento das respostas para aquelas questões essenciais de que tratamos acima. O saber é algo intrínseco à natureza humana. Nos sentimos confortáveis e recompensados quando temos as respostas.

O açúcar, tabaco, a maconha, cocaína o álcool e muitas outras substâncias nos fazem sentir, mesmo que de forma artificial e fugaz, a recompensa que suprima nossas angústias mais íntimas.

Apesar de não haver receitas mágicas para a superação de desvios ou falhas do caráter, os tais hábitos nocivos, há, teoricamente, um tripé no qual pode-se fundar o esforço em busca do autoconhecimento que nos dá alguma estabilidade e efetividade;

- Zelo com a matéria (tratamento psiquiátrico, se for o caso);

- Busca acelerada por autoconhecimento (psicoterapia);

- Estudo profundo e sistematizado de uma matéria chamada “Amor”, que pode estar em qualquer religião, seita ou filosofia que fale ao seu coração.

Muita gente consegue, inclusive fora de religiões, manter atitude amorosa para consigo e para com o outro.

Penso que damos um passo imenso quando percebemos que só ficamos aflitos ou revoltados diante de um conteúdo, contexto ou relação, quando não somos capazes de percebe-lo de forma integral. Saber disso ajuda em muito a nos concentrar no estudo daquilo para o que estamos aptos à compreensão e transformação.

É isso.

Com amor,

Um Amigo.

Este conteúdo é parte integrante da cartilha denominada O Pote D'água, disponível na íntegra no link abaixo:
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João Henrique de Miranda Sá

Jornalista, escritor e redator autônomo