Auto de infração do Instituto Lula é evidência de que basta fiscalizar para aumentar a receita

Na base da correria os auditores da Receita Federal concluíram uma pequena parte da investigação sobre o Instituto Lula e aplicaram um milionário auto de infração contra a entidade.

A fiscalização só aconteceu em função da Operação Lava Jato e só abrangeu, por enquanto, o ano de 2011, tendo sido concluída oficialmente no dia 11 de novembro. Havia necessidade do fechamento do ano de 2011 e expedição do consequente auto de infração, para que não ocorresse a prescrição, que se daria no próximo dia 31 de dezembro.

Não houvesse a Lava Jato, o Instituto Lula não teria sido fiscalizado.

Assim, por falta de fiscalização, milhões vão para o ralo anualmente.

O Instituto Lula recebeu doações milionárias de empreiteiras investigadas na Lava Jato e fazia o repasse desses recursos para parentes do ex-presidente. Era uma entidade sem fins lucrativos, mas que atuava para burlar a lei e acobertar falcatruas e propinas.

Parece claro que a sonegação existe em função da apatia da Receita Federal em fiscalizar.

E mesmo nos casos onde há fiscalização, a Operação Zelotes vem detectando que os sonegadores atuam no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) para derrubar as penalidades impostas.

Um absurdo que um governo sério e comprometido com a sociedade pode ao menos minorar.

Corrupção, sonegação e propina, retrato de um país onde corruptos infestam cargos públicos, classe política e empresariado.

Amanda Acosta

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