Crime e Castigo / Conivência e Cumplicidade

Omissão, cumplicidade e co-autoria

20/03/2017 às 10:33

Qualquer entidade empenhada em solucionar um problema, ataca duramente a causa, afim de extinguir mal pela raiz.

O que está acontecendo só demostra, mais uma vez, e de novo, que o brasileiro (ente coletivo) tem exatamente aquilo que merece e se esforça em construir, considerando que muito “formador de opinião”, cidadão comum, acredita e propaga a hipótese de que se trata de “outro golpe”.

Houvesse preocupação legitima, por parte das organizações do setor do agronegócio não envolvidas no escândalo em solucionar o problema, extirpar todo e qualquer traço do câncer que caracteriza a corrupção e o aparelhamento do Estado a atitude correta seria acionar - dura e impiedosamente - o Estado, afim de ver reparados, na medida do possível, os danos causados a toda cadeia produtiva em questão; inflingindo as penas previstas na Lei, a todos os responsáveis por essa série de crimes absurdos cometidos contra a vida, contra a humanidade.

Fosse um indivíduo responsabilizando a Polícia Federal por sua autuação em flagrante delito, ou ao Juiz pela pena aplicada, poderíamos falar em psicopatia, mau-caratismo e mais. Não é o caso.

Trata-se de elos de um setor alegando inocência num crime de um lado, e demonstrando conivência com os criminosos de outro. Oras, se há convivência, há cumplicidade! Logo...

O importante, sabemos, que é cada um fazer aquilo que sua consciência manda.

Muito obrigado, Polícia Federal.

"Não há almoço grátis" - expressão que está na moda e pode ser usada pra compreender atitude dos veículos de comunicação que defendem o ataque à Polícia Federal e minimizam a gravidade dos fatos.

“Recebi mas não gastei!” - expressão que define atitude do setor impactado pelo crime denunciado, mas preferem pôr panos-quentes afim de garantir, pelo menos, o mercado interno.

“O cabra quando é burro, que peça a Deus que o mate e ao Diabo que o carregue!” - é expressão popular nordestina que desenha o cidadão comum que se nega a enxergar a realidade nos fatos.

*João Henrique de Miranda Sá é gestor de cadeia de suprimentos, jornalista e escritor

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