Após cegueira frente aos alertas, Dilma aponta previsões liberais como causas da crise

Apesar dos alertas, Dilma afirma que ninguém tinha "bola de cristal" e aponta alta de juros nos EUA como uma causa da crise

Em 2014, diversos foram os alertas feitos por especialistas de que as contas públicas federais não estavam em boas condições e uma crise aproximava-se. Entre esses alertas, estava a afirmação de que o governo americano dava sinais de que seu banco central, o Fedaral Reserve (FED) adotaria uma política de austeridade, aumentando os juros e freando a expansão monetária vigente no país. Com isso, o dólar se valorizaria e os investidores passariam a direcionar seu capital para os Estados Unidos, diminuindo os insvetimentos no Brasil.

Na época, o ministro Guido Mantega deu diversas declarações, afirmando que essa era uma preocupação irrelevante e que a economia brasileira encontrava-se em uma situação sólida e segura frente ao mercado internacional. Além disso, os governistas repudiavam toda e qualquer afirmação de que uma crise estava em curso ou aproximava-se. Agora, frente ao Congresso, Dilma afirma que há crise, mas que essa crise não é causada pelas medidas adotadas pelo seu governo. Dilma citou o fim da "política de expansão monetária" americana como uma das causas da crise e afirmou que "ninguém tem bola de cristal que contemple um cenário desses".

O economista do IPEA, Adolfo Sachsida, publicou sua perspectiva sobre o cenário econômico nacional em um vídeo no YouTube em 2014. No vídeo, Adolfo destaca repetidas vezes a alta de juros prevista pelo FED e suas consequências. Praticamente todas as suas previsões se concretizaram. Deixo a você, leitor, decidir se uma bola de cristal é realmente necessária para a gestão das políticas econômicas nacionais, ou se apenas estudo e uma visão séria sobre o assunto seriam suficientes.

Matheus Dal'Pizzol

Palpites sobre o oblívio das virtudes